quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sistema Cantareira - Contagem regressiva para a morte do volume morto?

O descaso com que os governantes paulistas têm tratado nossas reservas hídricas é tão grave quanto a atual situação propriamente dita. Há precedentes de estiagem graves cujas consequências sentimos até hoje, porém nenhuma atitude foi efetivamente tomada. A imagem abaixo foi extraída de um estudo realizado em 2006 pelo Instituto Socioambiental, que previu a atual situação:



A Política Nacional de Recursos Hídricos – LEI Nº 9433/1997, vem sendo descumprida em vários artigos, como por exemplo, os incisos I e III do artigo 2º:

I - assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos;

III - a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais.


Some-se este descumprimento da lei ao sucessivo descumprimento das promessas, eternamente reprometidas, de despoluição do rio Tietê, às somas exorbitantes já gastas para esta despoluição desde 1993 e, recentemente, aos mais de 80 milhões de reais gastos para a estrutura de captação do “volume morto”.

Além de gastarmos bilhões de reais em 20 anos para despoluir SEM SUCESSO um rio morto e ainda gastarmos mais dezenas de milhões de reais em uma grande “gambiarra” cujo motivo foi a falta de investimentos e de planejamento na área de abastecimento, mesmo sabendo que tal construção foi inútil, pois o reservatório tende agora ao ZERO ABSOLUTO, deixou-se de investir em saneamento, por exemplo, o que pouparia custos com a saúde pública.

Os reservatórios somados têm hoje (24/07/2014) apenas 16,15% da capacidade total do sistema. Temeroso das perspectivas, comecei um pequeno estudo com o intuito de verificar quais as probabilidades de atingirmos o estresse total do Sistema Cantareira.
A figura abaixo foi retirada de uma tabela que criei a partir de dados já ocorridos, médias e estiagens históricas, todos oficiais:



Pode-se observar que, caso não seja tomada nenhuma atitude e se os índices de precipitação permanecerem escassos, o sistema entrará em colapso em meados de novembro/2014.

Agosto é, historicamente, o mês de maior estiagem do ano nas bacias do sistema PCJ, com média aproximada de 26 mm, enquanto que setembro possui média histórica aproximada de 55 mm. Para se ter uma ideia de como é este período, a média histórica para o mês de dezembro é de 202,07 mm e para janeiro é de 268,19. Este ano janeiro registrou apenas 97,42 mm, o que derruba um pouco a média histórica para o mês. Portanto, estamos em um ano de estiagem histórica, o que já aconteceu, como veremos abaixo, em anos não muito distantes:

Precipitações históricas no mês de julho


Precipitações históricas no mês de agosto


Precipitações históricas no mês de setembro


Caberia aos nossos órgãos de controle e aos nossos governantes uma estratégia URGENTE de racionamento, o qual deveria ter sido implantado há muitos meses e metros cúbicos atrás, já pensando nesta grande possibilidade de permanência da falta de chuvas, sem prejuízo, claro, de punições posteriores aos responsáveis por este descaso (para dizer o mínimo).


Nunca é demais lembrar que estamos às portas das eleições e que, para uma democracia saudável, sem vícios ou longos reinados, mudanças são absolutamente essenciais.



Links:






Até a próxima...


terça-feira, 8 de julho de 2014

Produção e consumo - Verdades e mentiras convenientes

Considero o Aquecimento Global uma fraude. Em postagens anteriores deixei esta minha posição muito clara, juntamente com os motivos de minha descrença. Porém, algumas de suas supostas origens podem ser na realidade vilã em outros aspectos.

Observando os sistemas de produção e consumo conclui-se que muitos desequilíbrios ambientais antrópicos têm grandes possibilidades de transformar nosso planeta em um lugar inóspito ou, para dizer o mínimo, poderão impedir que nossas futuras gerações tenham algum conforto ou facilidade, restando-lhes apenas sobreviver. Por exemplo, poderá haver o desabastecimento geral com o esgotamento de recursos naturais não renováveis, tais como a água potável, o solo cultivável e os minérios. Isto sim é possível.
Ademais, o aquecimento Global é uma vedete: Leis são criadas, como a 12.187 de 2009 que instituiu a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas, superproduções cinematográficas, como O Dia Depois de Amanhã, são sucesso de bilheteria, porém não existem campanhas tão massivas contra o CONSUMISMO.

A degradação do meio ambiente, a extração desenfreada de recursos naturais e a utilização precária de mão-de-obra, esta última em sua grande maioria com salários indignos ou até mesmo fazendo uso de trabalho semi-escravo ou escravo desempenhados inclusive por crianças, são resultados do estímulo da moda, do mercado e da propaganda os quais criam carências, desejos e necessidades sociais efêmeras e fúteis, orquestrados pelos grandes empresários na busca por maiores e melhores retornos financeiros.

Por falar em empresários, uma reportagem veiculada em 06.07.2014 no programa Repórter Eco da TV Cultura, o presidente do CEMPRE (Compromisso Empresarial Para Reciclagem), Victor Bicca Neto, afirma que a adesão à Política Nacional de Resíduos Sólidos por parte deles (empresários) é precária, principalmente com relação à Responsabilidade Compartilhada e à Logística Reversa, pois há a necessidade de revisão da tributação tanto dos resíduos como matéria-prima quanto dos produtos com eles produzidos, criando uma tributação diferenciada.

Sob este contexto observamos que:

- As leis ainda são os principais motivadores da consciência ambiental;

- Os empresários não possuem iniciativa ambiental própria, a menos que esta resulte em aumento de vendas (lucro) ou em redução de custo (lucro);

- Empresas como a Coca-Cola e a Ambev, por exemplo, com belíssimos empreendimentos ambientais e hipnóticas campanhas publicitárias não possuem qualquer responsabilidade social ou de saúde pública sobre os efeitos colaterais de seus produtos. Ficarmos batendo palmas porque sua garrafa PET possui uma pequena porção de PET reciclado não minimiza sua gigantesca responsabilidade sobre o consumo de um produto extremamente desnecessário à vida humana;

- Necessária se faz uma revisão desta bitributação visando incentivar os empresários a adotarem a reciclagem e o reaproveitamento sem que haja o repasse dos custos para os preços dos produtos, contanto que sejam beneficiadas com isenção e/ou redução as empresas que, em contrapartida, mantiverem apoio às pesquisas científicas de sustentabilidade continuada e de saúde pública, esta última no sentido de promover a redução do consumismo patológico;

- Empresas de tabaco são, além de tudo, cínicas, tal como a Cia. Souza Cruz que possui uma seção em seu sítio sobre suas ações na área de sustentabilidade, bem como possui também uma seção com vários textos sobre os malefícios do cigarro (mea culpa) e cujas veiculações de propagandas foram proibidas porque induziam ao consumo, sendo que o cigarro é OFICIALMENTE prejudicial à saúde (basta ver os avisos nos maços de cigarros). Com todas essas restrições, impostas a uma empresa ré confessa, o que falta para banir o fumo de nosso país?

- A China é o maior fabricante e exportador mundial de produtos baratos e sem qualidade;

- Anualmente são lançados dezenas de modelos de celulares, smartphones, notebooks e tablets cujas novas funcionalidades são absolutamente supérfluas ou uma versão melhorada daquela já existente antes;

- Cabe ao governo fiscalizar e aplicar o Código de Defesa do Consumidor, a Lei de Crimes Ambientais ou outras leis acessórias, punindo os abusos, as práticas de cartel, as propagandas enganosas ou as que fazem apologia aos benefícios, vantagens ou poderes de determinado produto, natural ou artificial, que não possui qualquer destes atributos, bem como cabe à sociedade denunciar tais práticas e levar a público suas denúncias.


Tenho certeza de que várias pessoas tachar-me-ão de exagerado, beato ou pudico, cuja vida deve ser sem graça... Ledo engano, pois sou um agnóstico deísta, adoro uma boa cerveja e um bom uísque 12 anos (ou mais velho), não dispenso um bom churrasco e uma boa massa, tudo sem exageros, claro.
Portanto, da mesma forma que há sete anos deixei de fumar por livre e espontânea vontade, sem clínicas, tratamentos ou adesivos milagrosos, vício este que me acompanhou por 26 anos, posso reduzir ou até mesmo abdicar de alguns prazeres caso isto seja preponderante para a perpetuação de nosso ecossistema.


Os recursos do planeta não são infinitos. Hoje, 80% de seus habitantes consomem apenas 20% do total de recursos naturais explorados no mundo, enquanto que as outras 20% dos habitantes são responsáveis pelo consumo de 80% dos recursos. Mais de um bilhão de pessoas passam fome ou não têm acesso ao saneamento básico, enquanto todos os demais seres humanos já consomem 10% além da capacidade de auto-regeneração dos recursos naturais do planeta. Se todos os excluídos fossem incluídos e passassem a consumir como os norte-americanos, por exemplo, precisaríamos de mais quatro planetas. Portanto, ou fazemos nossa parte ou continuamos neste consumismo desenfreado, fazendo com que as próximas gerações juntem-se à estes mais de um bilhão de pessoas, unidos pela fome, pela miséria e pelas guerras.

Para fazermos nossa parte não é preciso se autoflagelar ou sofrer privações. Basta consumir com consciência, ter personalidade para recusar superficialidades, sabermos discernir quais pessoas nos reconhece pelo que somos, por nossas iniciativas, por nossa moral e não pelo que vestimos, pelo carro que desfilamos ou pelo celular que ostentamos.

Como diria John Lennon: “...and the world live be as one”


Próxima postagem: Compostagem caseira


Links:

Repórter Eco / TV Cultura

Cia. Souza Cruz - Sustentabilidade

Cia. Souza Cruz - Fumo e Saúde

Mundo Educação - Consumismo

Agência Brasil - Consumo ultrapassou capacidade de renovação que a Terra poderia oferecer em 2013


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Aquecimento Global: Uma lenda moderna?

Uma História pouco contada...


  • Em 1947, o Reino Unido decide deixar o controle do Estado da Palestina e promove uma assembléia geral da então recém criada ONU, para decidir se divide ou não aquele território entre árabes, que eram os então habitantes, e judeus, vindos de todas as partes do mundo. Com um voto de minerva (desempate) dado pelo então secretário-geral das Nações Unidas, o brasileiro Oswaldo Aranha, decidiu-se pela partilha do território entre os dois povos. O Estado de Israel foi fundado e reconhecido oficialmente em 1948, porém, até os dias de hoje, o Estado Árabe nunca foi reconhecido, tendo ainda seu território invadido pelo exército judeu, sempre bem municiado pelo ocidente, reduzindo-o ainda mais. Os refugiados árabes vagaram pelos desertos e espalharam-se pelos países vizinhos. Desde então nunca mais houve paz na região.

  • Hoje todos sabemos que Osama Bin Laden e seu bando Talibã foram treinados e armados secretamente pela CIA, para que pudessem ajudar o Afeganistão na luta contra a invasão soviética em 1978. Haviam dois motivos para isso: evitar a ascensão comunista em plena guerra fria e "dar o troco na mesma moeda" pelo apoio indireto de treinamentos e armas que a União Soviética concedeu ao Vietnã do Norte contra os EUA, na Guerra do Vietnã, de onde os americanos saíram derrotados em 1976. Os soviéticos retiraram-se do Afeganistão em 1989. Anos mais tarde, Osama e seu Talibã ataca os EUA e derruba o maior símbolo do capitalismo americano, o World Trade Center, e tenta derrubar, sem sucesso, o maior símbolo militar americano, o Pentágono. Sabíamos até então que o atentado de Bin Laden tinha um motivo: a cruzada árabe contra o ocidente. Porém soubemos algum tempo depois que, por trás da investida religiosa, havia uma dívida bilionária não paga pelos americanos, mais especificamente, por W. Bush. Osama Bin Laden foi capturado e morto em 2011, durante uma operação secreta das forças especiais americanas, sem o conhecimento prévio do governo do Paquistão, país onde escondia-se o terrorista.



  • Em 1978, quando estavam cortadas as relações entre os EUA, do presidente Jimmy Carter, e o Irã, do Aiatolá Khomeini, o Iraque atacou o Irã injustificadamente reivindicando o domínio total de um canal estabelecido em suas fronteiras, cujo uso para escoamento de mercadorias era de ambos. Soubemos algum tempo depois que os EUA forneceram aramamentos e serviços de inteligência ao Iraque, cujo presidente era Saddam Hussein, durante esta guerra. Anos mais tarde, o então presidente americano Ronald Reagan chegou a enviar um recado ao seu Secretário de Defesa Frank Carlucci dizendo que "uma vitória iraniana é inaceitável". Este aviso seria um ultimato do presidente ao obter informações da CIA de que o Irã preparava uma grande ofensiva "surpresa". Todas as movimentações iranianas, acompanhadas por satélite, foram informadas à Saddam Hussein, que conseguiu conter a investida. A guerra terminou em 1988. Poucos anos mais tarde, em 1990, aproveitando sua parceria com o ocidente, o Iraque invade o Kuwait encerrando um acordo de reconhecimento feito em 1961 entre ambos os países. Apesar de a ONU não possuir base legal sobre acordos feitos fora de seu âmbito (que seria o caso), autoriza as forças de coalizão a invadir o Iraque. Posteriormente, com o recuo de Saddam, a organização exigiu o desarmamento do país, assim como instaurou um embargo total negando inclusive alimentos e até mesmo cloro, tentando com isso fomentar a ira da população contra o ditador, insuflando-a e levando-a a retirá-lo do poder. Mas o que se viu foi um índice gigantesco de mortes por desnutrição, fazendo com que o povo martirizado encontrasse outros culpados: ocidentais, encabeçados pelos americanos, e seus aliados, tais como Israel e Arábia Saudita. Sob as insurgências terroristas Nasce então o genocida Saddam Husseim, um sunita em terra de maioria xiita, provocando barbáries e uma espécie de limpeza étnica. Sua desumanidade somente foi interrompida quando os EUA, na pessoa do senhor George W. Bush, na busca infrutífera por Osama, decidiu atacar o Iraque sob alegação de que este possuía armas químicas. Sem encontrar armas químicas, Saddam, o ex-aliado, foi preso e enforcado sob acusação de tortura, genocídio, entre outras coisas, com base no "senso de justiça americana", sem nenhum apoio da ONU ou dos demais países-membros. O Iraque, um país soberano, foi invadido sob suposições, e seu líder, autoritário ou não, foi deposto, sentenciado à morte e enforcado.


  • A descoberta do primeiro poço de petróleo no mundo foi na Pensilvânia (EUA), em 1859. Com isto, americanos e ingleses decidiram modificar suas matrizes energéticas, migrando do carvão para o óleo combustível, e posteriormente para a gasolina. Mas no início do século XX foram descobertos os primeiros lençóis de petróleo no Oriente Médio, no Irã em 1908. Os países árabes tornaram-se em pouco tempo os maiores produtores de petróleo do mundo e, desde então, houveram CINCO grandes crises geradas por estes países grandes produtores, todas elas causando catastróficos transtornos pelo mundo, atingindo inclusive os EUA, promovendo o desabastecimento mundial e meteórica elevação no preço dos barris de petróleo. O petróleo gerou riquezas ao mundo árabe, propiciando o desenvolvimento destes países, principalmente bélico, os quais invariavelmente entravam em sérios conflitos armados, tornando a região um local instável e perigoso. O Estado de Israel, cuja identificação dos novos habitantes era, além da religião judaica, serem em sua grande maioria OCIDENTAIS, aumentou ainda mais a distância entre árabes e anglo-saxões, pois aqueles viam a criação de Israel como uma forma destes possuírem um "posto avançado, um observatório ou uma base avançada" em uma região estratégica, com relação à União Soviética, China e os próprios países árabes, e extremamente rica em petróleo.


O ataque ao World Trade Center em 2001 expôs ao mundo várias obscuridades: a fragilidade da segurança do país mais potente do mundo (no sentido bélico); os acordos existentes entre Osama Bin Laden e o então presidente George W. Bush; e a parcialidade da ONU.

ONU - Organização das Nações Unidas... Ou seria OIU - Organização dos Interesses Unidos?


Não se pode negar a existência de ajuda humanitária concedida pela ONU por meio de seus organismos interligados, como a UNESCO, e de seus voluntários espalhados pelo mundo todo. Porém, isto não pode ser usado para depor à seu favor quando a colocamos diante do verdadeiro propósito de todas estas intervenções militares por ela apoiadas ou, por suas omissões, como no caso da segunda invasão ao Iraque, culminando na prisão e execução de Saddam Hussein. O presidente George W. Bush também cometeu crimes contra a humanidade ao autorizar a invasão ilegal, sem autorização do Conselho-Geral, um país-membro, e matar soldados e civis durante tal incursão. Porém não foi sequer intimado a prestar esclarecimentos.
Mas toda esta minha dissertação histórica tem apenas um objetivo: questionar a veracidade dos estudos e modelos desenvolvidos pelo IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, criado em 1988 pela ONU, e seus verdadeiros objetivos. Vejamos:

- A criação do mercado de carbono, que é uma saída para os grandes continuarem poluindo mas pagarem por sua poluição enquanto que os países em desenvolvimento atrasam seu desenvolvimento adotando matrizes energéticas limpas, que não emitem dióxido de carbono mas cujo poder energético é inferior, para poder vender estas "economias de carbono não emitidos" àqueles que podem comprá-las. Os grandes poluem mas desenvolvem-se e os menores despoluem mas ficam estagnados, comprando tecnologia dos grandes. Se o risco de um aquecimento global é real e iminente, como nos darmos ao luxo de abrirmos exceções?

- As campanhas para adoção de energia limpa visando a redução do uso dos combustíveis derivados de petróleo, inclusive com países como os EUA investindo em etanol. Seria uma tática para o enfraquecimento dos países grandes produtores de petróleo?

- O desenvolvimento e a produção em larga escala de itens que não agridam a natureza ou não emitam CO2 poderia ser alcançada por um país cuja parte da população ainda passa fome? Quem lucra com a venda de produtos "ecoeficientes" ou "ambientalmente corretos", uma vez que o preço destes, com relação aos similares comuns, chegam a custar o triplo?

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

O consumismo desenfreado e a deficiência do saneamento básico e ambiental, alavancados pela busca frenética por dinheiro, poder e status social, podem levar sim ao fim das reservas de recursos naturais. Isto é um fato incontestável, e é com base neste fato que as pessoas devem ser educadas e direcionadas, e não em uma estória digna de Walt Disney, onde dados são manipulados, ajeitados e encaixados em um modelo ambiental nascido para ser direcionado a um objetivo, o qual ainda é subjetivo, mas imoral.


De acordo com vários pesquisadores contrários à teoria do aquecimento global, e seguindo um raciocínio lógico, se o planeta de fato estivesse aquecendo e as geleiras derretendo, alguns centímetros a mais nos oceanos não faria tanta diferença assim nos litorais, ao ponto de submergirem cidades inteiras e outras catástrofes.

Pessoal, vamos parar e pensar!

Sem precisar aprofundar-nos em ciclos milenares que envolvem a história do planeta ou na inexistência de uma estufa tão perfeita como esta alegada sobre o dióxido de carbono, uma vez que isto tudo foi absolutamente desconsiderados convenientemente nos estudos do IPCC, vamos analisar coisas muito mais simples:

- Como poderiam cientistas afirmarem que os oceanos subirão EM MÉDIA de 28 a 82 cm??? Não há médias quando falamos de águas que se comunicam. Portanto, se subir 82 cm no Oceano Atlântico, vai subir também 82 cm no Oceano Pacífico, no Índico, etc... E que raio de espaço estatístico é esse tão extenso e subjetivo? De qualquer forma, subir 82 cm não fará com que o mar chegue nem próximo do calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, ou da Avenida Castelo Branco, na Praia Grande.

- Afirmar que a temperatura MÉDIA da Terra irá subir 5 °C até o longínquo ano 2100, sendo os ciclos da natureza tão voláteis e ainda tão mal estudados ou conhecidos??? Sem contar que 5 °C de aumento na temperatura média mundial pode significar que, por exemplo, as temperaturas médias caiam 2,5 °C no verão e subam 2,5 °C no inverno. Cá entre nós, isto seria suficiente para derreter geleiras de quilômetros de espessura e congeladas há milhares de anos??

Novamente afirmo: precisamos conservar nossos recurso para que não faltem. Poluir as águas e não tratá-las fará com que a água potável deixe de existir. Este pensamento pode se estender para os animais, aos vegetais, enfim, a todos os recursos naturais que necessitamos para sobreviver e que necessitarão as gerações que ainda estão por vir.


Alguns links que utilizei para pesquisa:

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/10/1351510-luiz-carlos-baldicero-molion-nao-e-o-fim-do-mundo.shtml

http://www.urutagua.uem.br/015/15traumann.htm

http://veja.abril.com.br/historia/israel/especial-refugiados-arabes-palestina.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u101525.shtml

http://www.charlespennaforte.pro.br/saddamhussein.html

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/A-morte-de-Bin-Laden-e-o-triunfo-do-%27Comandante-Obama%27%0D%0A/6/16853

http://neccint.wordpress.com/2013/03/19/invasao-do-iraque-pelos-eua-completa-10-anos-de-impunidade/

http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2013/09/27/temperatura-do-mundo-pode-subir-ate-48c-no-seculo-21-estima-ipcc.htm

http://www.ipcc.ch/home_languages_main_spanish.shtml

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mudanças climáticas: Catástrofe ou Oportunismo?

EFEITO ESTUFA


Para falar sobre o aquecimento global é necessário antes uma pequena introdução sobre o efeito estufa.

O efeito estufa é um fenômeno natural de manutenção da temperatura do planeta em níveis que permitam a sobrevivência de todos os seres vivos. Sem ele, a temperatura da Terra seria de 18 ºC negativos.

Dois bons exemplos para entender o efeito estufa sem precisarmos entrar em detalhes teóricos:

- As estufas para plantas são utilizadas para mantê-las climatizadas em quaisquer estações do ano. Sua estrutura em vidro permite a entrada da radiação solar, mas não permite que esta radiação, agora transformada em calor, retorne ao espaço, proporcionando a temperatura ideal aos vegetais;

- Quando estacionamos um veículo exposto à luz solar com todos os vidros fechados, permitimos a entrada de radiação mas impedimos sua saída, em forma de calor, para o ambiente. Não é raro ocorrer a fratura e quebra dos vidros por conta do aumento da temperatura do ar interno e sua consequente expansão.

Na atmosfera, uma camada de gases é responsável por um efeito similar a estes exemplos. O metano (CH4), o dióxido de carbono (CO2), o dióxido de nitrogênio (NO2) e o hidrofluorcarbono (HFC), entre outros, compõem essa camada e são os chamados “gases de efeito estufa” (GEE).

AQUECIMENTO GLOBAL


À grosso modo, para que este sistema mantenha seu funcionamento normal, existe o equilíbrio perfeito entre: 1) o balanço de energia incidente e a energia refletida; 2) a absorção de CO2 e liberação de O2 (oxigênio) pelo processo vegetal da fotossíntese.
Porém, de acordo com modelos criados pelos cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - IPCC, as ações antrópicas emitindo cada vez mais GEE têm modificado este sistema: O CO2, na queima de combustíveis fósseis; o CH4 proveniente dos lixões e aterros sanitários; o HFC, que substituiu o CFC para não agredir a camada de ozônio mas que, segundo os cientistas, potencializa o efeito estufa, entre outras atividades. Segundo aquele instituto, estas ações têm provocado a elevação gradativa das temperaturas do planeta. Este é o famoso AQUECIMENTO GLOBAL.

Porém, outros especialistas são contrários a estas teorias, alegando basicamente que:

- a temperatura do planeta não estaria aumentando, mas sim oscilando. Tal oscilação seria perfeitamente normal, uma vez que é cíclica;

- os modelos utilizados nas pesquisas do IPCC são construídos de forma errônea, manipulando os resultados de forma a corroborar suas teorias;

- vários pesquisadores do mundo todo estariam conduzindo tais estudos, seja por iniciativa própria, seja por influência política, visando obter fundos e/ou verbas sob a “bandeira do aquecimento global”, pois o acesso financeiro é facilitado mas, na verdade, direcionam uma parte destes recursos aos seus reais propósitos, pesquisas que realmente lhes interessam;

- o interesse real seria desacelerar o crescimento dos países em desenvolvimento, mantendo-os sob a dependência tecnológica e econômica dos países desenvolvidos. A oficialização dos Créditos de Carbono na assinatura do Protocolo de Kyoto, no qual os países do norte compromissaram a redução de suas emissões de GEE, é um exemplo disto.

CRÉDITOS DE CARBONO


Os créditos de carbono são concedidos às empresas e/ou países, signatários do acordo, que reduzirem a emissão de GEE. A proporção é de uma tonelada de CO2 = 1 crédito.
Tais créditos têm valor econômico e podem ser negociados entre os signatários. Por exemplo:

- A Essencis é uma empresa paulista cuja uma das principais atividades é o acondicionamento, tratamento e disposição final de resíduos sólidos domésticos em um aterro sanitário. A decomposição desses rejeitos gera uma grande quantidade de CH4, o qual é 20 vezes mais nocivo do que o CO2. Por meio de drenos, a empresa faz a captação do CH4, direciona-o a um flare onde ele é queimado, transformando-o em CO2, reduzindo assim o impacto ambiental com a emissão do CH4 no ambiente. Esta redução gera créditos de carbono, os quais são atualmente negociados (vendidos) a uma empresa alemã que os utilizará para atingir suas metas de emissão.
Em outras palavras, as empresas com mega recursos financeiros têm autonomia para produzir e desenvolver-se a si e a seus países de origem POLUINDO, uma vez que podem “comprar” suas parcelas de redução sem com isso desacelerar seu crescimento, enquanto empresas de países em desenvolvimento veem neste comércio uma fonte de recursos financeiros, sem perceber que ao utilizar-se deste artifício desaceleram suas produções em busca de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, mais ambientalmente eficientes porém menos energeticamente eficientes.

Cabe a cada um de nós, caso queiramos adotar uma posição justa e correta, aprofundarmo-nos no assunto, pesquisando com discernimento, lisura e consciência, sem falsas paixões e livres de quaisquer influências.


Alguns links:









sexta-feira, 7 de março de 2014

A defasagem do sistema metroviário de São Paulo

O transporte sobre trilhos é um dos maiores exemplos de sustentabilidade do setor logístico, pois utiliza energia limpa e renovável. Mas os governantes brasileiros, historicamente, têm uma tendência a investir em malhas rodoviárias, favorecendo o uso de veículos movidos a combustíveis fósseis muito mais caros, não renováveis e altamente poluidores.

Uma matéria publicada hoje no jornal "O Estado de São Paulo" com o título Metrô de São Paulo tem cada vez menos assentos chamou minha atenção, principalmente por ser paulistano e usuário deste transporte:

Matéria: Metrô de São Paulo tem cada vez menos assentos

Quem usa o metrô paulistano diariamente, como eu, já deve ter percebido uma redução de assentos, tanto nas composições velhas quanto nas novas.
Mas o que parece acontecer é que, ao meu ver, isto se trata de uma artimanha do governo estadual para acabar com as grandes aglomerações nas plataformas. Assim, mais pessoas são transportadas pelos mesmos trens, mas em situação absolutamente desconfortável e deplorável. Tudo isso para tentar ludibriar a população e fugir de melhorar a infraestrutura de transporte urbano.
A redução de assentos é boa? Sim, com certeza, ajuda a caber mais pessoas no vagão. O que não podemos é aceitar, ficar concordando com a redução de assentos pois em breve todas as composições só terão assentos reservados, ao mesmo tempo em que os problemas no transporte público ficam para o próximo gestor do estado, postergando a solução.

Resolvi então verificar, de forma um tanto informal mas baseado em dados oficiais, como vem se desenvolvendo o Metropolitano de São Paulo.

O Metrô paulistano iniciou suas atividades em setembro de 1974 com 6,5 quilômetros de linhas.
Hoje, após 40 anos e 9 governadores, por falta de investimentos em sua malha ferroviária, seu atendimento é precário e insuficiente para uma população de quase 11,5 milhões de habitantes.

São Paulo foi governado nos últimos 20 anos pelo PSDB, o qual construiu apenas 30,4 quilômetros de trilhos, isto é, um aumento de aproximadamente apenas 70% com relação à malha encontrada quando subiu ao poder. Pode parecer bastante, mas há um agravante: em 1994, o sistema metroviário já estava muito defasado, como pode-se verificar nesta reportagem da Folha de São Paulo de 13/09/1994:

Matéria: Metrô de SP completa 20 anos em crise financeira

Por outro lado, o número de usuários aumentou mais de 90% no mesmo período:








O caos do trânsito, que sempre aterrorizou os paulistanos que se utilizam de coletivos ou de condução própria, pode ter feito com que uma parte destes migrassem para o uso de metrô, além do próprio crescimento da população (16%) e do aumento de pessoas no mercado de trabalho.
Mas o fato é que os governantes passam por aqui, eximem-se do problema ao promoverem pouco avanço na área e mesclando esta quase inércia a iniciativas paliativas, terminando seus mandatos sem responsabilizarem-se ou sem serem responsabilizados pela falta de investimentos no setor.

Bibliografia:

Secretaria de Transportes Metropolitanos: http://www.stm.sp.gov.br/index.php/quem-somos-27/metro
Acesso em 07/03/2014.

Folha de São Paulo On Line: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/9/13/cotidiano/17.html
Acesso em 07/03/2014.

Biblioteca Virtual: http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/saopaulo-governadores.php
Acesso em 07/03/2014.

Fundação SEADE - Informações dos Municípios Paulistas – IMP/2013: http://www.seade.gov.br/index.php?option=com_jce&Itemid=39&tema=5
Acesso em 07/03/2014.

Fundação SEADE - Anuário Estatístico do Estado de São Paulo - População, por Sexo, segundo Grupos de Idade - Município de São Paulo - 1994: http://www.seade.gov.br/produtos/anuario/index.php?anos=1994&tip=ment&opt=temas&cap=2&tema=dem#1
Acesso em 07/03/2014.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Onda de calor: O Meio Ambiente Novamente Protagonista

Sempre desconfiei dos dados veiculados pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), e ainda desconfio. A maioria dos cientistas deste instituto são oriundos de países desenvolvidos, os quais já não produzem tanto quanto há 20 ou 30 anos atrás, pois quem produz seus bens de consumo são os países pobres ou em desenvolvimento. O G-8 (grupo dos oito países mais ricos e influentes do mundo) vive atualmente de especulação financeira. As questões ambientais estão na crista da onda; existem rumores de que a maioria esmagadora dos cientistas que dependem de verbas públicas tornam-se adeptos à doutrina do aquecimento global para justamente angariar recursos sob esta linha e, veladamente, "tocam" suas verdadeiras pesquisas as quais, por não ter tanto impacto comercial, não seriam subvencionadas.

LINK: Para o IPCC, é necessário agir antes de 2030 para limitar o aquecimento global a 2ºC

Muitas pessoas podem dizer: "Quanta arrogância! Um zé-ninguém colocar em dúvida a pesquisa científica de cientistas renomados...".

São Paulo vive, neste começo de 2014, uma onda histórica de calor em uma sequência poucas vezes ocorridas desde o início das medições oficiais no Brasil. A última onda destas proporções ocorreu em janeiro de 1999 mas ainda foi um pouco inferior a esta, portanto houve um precedente inferior ao atual.

Diante de eventos como este da onda de calor, a atitude mais sábia é estar aberto a outras opiniões, afinal nunca haverá verdades absolutas, principalmente quando o tema é a Natureza, onde a previsibilidade existe mas com margens de erro seculares. Mas do alto de toda essa minha ignorância, algumas constatações podem tentar explicar este fenômeno.

AQUECIMENTO LOCAL E ILHAS DE CALOR


Por exemplo, a região da Grande São Paulo, incluindo a Capital, é uma área absolutamente impermeabilizada onde a recarga de seus lençóis freáticos não são mais feitas como há 60 ou 70 anos atrás. Assim, toda a água das chuvas que cai escoa superficialmente TOTALMENTE POLUÍDA por graxas, óleos, resíduos diversos que as pessoas descartam nas ruas, etc., desaguando nos rios mais próximos e afastando a recarga natural para outras regiões.

Outro fato: São raras as árvores, gramados ou até mesmo sem o solo natural que possam reter ou conter alguma umidade e liberar, por evapotranspiração, umidade para nossa atmosfera. Em contrapartida, o asfalto e o concreto acumulam todo o calor diário e o devolve à atmosfera. Para ficar ainda pior o quadro, esta mesma atmosfera transformou-se em um grande escudo constituído de gases acumulados originados de escapamentos dos veículos e da chaminé de algumas fábricas, devolvendo o calor às cidades ao invés de permitir a sua diluição pela estratosfera, criando então o chamado "efeito estufa" e as chamadas "ilhas de calor".
A teoria do aquecimento global manifestada pelo IPCC e por seus cientistas adeptos teria este mesmo princípio, porém em escala planetária. Este fenômeno chamado de "Aquecimento Local" pode ser o grande responsável por estas temperaturas acima da média histórica.

Toda esta alteração dos ciclos naturais, principalmente do Ciclo Hidrológico, fazem com que as características desta região também se modifiquem e tornem-se ainda mais imprevisíveis.

Mas, o que está voltando à cena?


A falta de áreas verdes, a poluição de TODOS os rios urbanos das grandes capitais brasileiras, o excesso de lixo aliado à falta de locais adequados para seu acondicionamento e tratamento, o uso desenfreado de recursos naturais sendo guiado pela ganância e pelo consumismo exacerbado e desnecessário e a impermeabilização das cidades são algumas das atividades cuja população deve ter consciência antes que ela própria tenha que adaptar-se quase que instantaneamente às adequações da própria natureza ao mundo à toda esta degradação que vem sofrendo. Isto pode significar a morte para os menos privilegiados.

DESEQUILÍBRIO DO ECOSSISTEMA


Muito se fala sobre a caça ou a pesca inescrupulosa de animais e sobre extinção de uma espécie, mas pouco se explica qual o verdadeiro risco de toda essa predação.

Todas as espécies de um determinado ecossistema participam de uma determinada cadeia alimentar. Vejam este exemplo em matéria da revista Superinteressante (abril/1998):


  • O plâncton animal se alimenta do plâncton vegetal, a fonte primária de energia no oceano.
  • Um camarão come diariamente milhares de diatomáceas, as espécies mais comuns de fitoplâncton;
  • O cardápio diário de um arenque se compõe de meio quilo de camarões e outros bichos pequenos que formam o plâncton animal;
  • O bacalhau, para não terminar o dia com fome, precisa engolir três ou quatro arenques ou o equivalente em outros peixes;
  • O tubarão branco, a fera mais temida dos oceanos, precisa comer no mínimo o equivalente a dois bacalhaus por dia;
Perceberam que há uma cadeia alimentar?

Agora imagine, por exemplo, se o camarão for extinto. Qual espécie acima seria o predador natural das diatomáceas (plânctons)? Nenhuma... Sem predador, haveria portanto um desequilíbrio e esta espécie cresceria exponencialmente, ao passo que o arenque morreria de fome ou teria que rever seu cardápio, adaptar-se, o que poderia não ocorrer em tempo hábil e entrar em extinção. Entrando em extinção, o arenque deixa de ser o prato principal do bacalhau, que mudará seus hábitos alimentares e irá atacar alguma outra pequena espécie, concorrendo com um outro provável predador, aumentando o consumo da espécie escolhida, o que poderá levar a existência desta última ao colapso e entrar em extinção levando consigo o bacalhau e os outros predadores naturais que porventura existam. Havendo escassez de bacalhau, o tubarão muda de dieta, etc. e etc.

Esta corrente existe entre todas as formas de vida do planeta. Sempre existiu. A quebra de apenas um elo pode desencadear um efeito colateral devastador, tanto para as espécies silvestres e selvagens, vegetais, animais ou celulares, quanto para o homem.

Algumas sugestões de vídeos e filmes:


O Grande Milagre (Trailer)

Wall-E (Trailer)

A História das Coisas (Vídeo completo dublado)

Ouro Azul - As Guerras Mundiais pela Água (Vídeo completo legendado)

A Era da Estupidez (Vídeo completo dublado - habilitar a legenda)


Flow - Pelo Amor à Água (Vídeo completo legendado)


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Rachel Carson - A primeira defensora do meio ambiente

Aqui vai um resumo sobre Rachel Carson e seu livro A Primavera Silenciosa (Silent Spring), um estudo estarrecedor que culminou mais tarde na proibição e no banimento do DDT.


Ao ser introduzido para uso no combate a pragas, o DDT — o mais poderoso pesticida que o mundo já conhecera — terminou por mostrar que a natureza é vulnerável à intervenção humana. A maior parte dos pesticidas é efetiva contra um ou outro tipo de insetos, mas o DDT era capaz de destruir de imediato centenas de espécies diferentes de insetos. O DDT, cujo inventor recebeu o Prêmio Nobel, tornou-se conhecido durante a II Guerra Mundial, quando foi usado pelas tropas americanas contra insetos causadores da malária. Ao mesmo tempo, na Europa, começou a ser usado sob a forma de pó, eficiente contra pulgas e outros pequenos insetos.



No livro Silent Spring (A Primavera Silenciosa), lançado em 1962, Rachel Carson mostrou como o DDT penetrava na cadeia alimentar e acumulava-se nos tecidos gordurosos dos animais, inclusive do homem (chegou a ser detectada a presença de DDT até no leite humano!), com o risco de causar câncer e dano genético.



A grande polêmica movida pelo instigante e provocativo livro é que não só ele expunha os perigos do DDT, mas questionava de forma eloqüente a confiança cega da humanidade no progresso tecnológico. Dessa forma, o livro ajudou a abrir espaço para o movimento ambientalista que se seguiu. Juntamente com o biólogo René Dubos, Rachel Carson foi uma das pioneiras da conscientização de que os homens e os animais estão em interação constante com o meio em que vivem.

Quando o DDT se tornou disponível para uso também por civis, poucas pessoas desconfiavam do miraculoso produto, talvez apenas aquelas que eram ligadas a temas da natureza. Uma dessas pessoas foi o escritor E. W. Teale, que advertia: "Um spray que atua de forma tão indiscriminada como o DDT, pode perturbar a economia da natureza tanto quanto uma revolução perturba a economia social. Noventa por cento dos insetos são benéficos e, se são eliminados, as coisas em pouco tempo fogem do controle."
Outra dessas pessoas foi Rachel Carson, que propôs um artigo para o Reader's Digest falando sobre a série de testes que estavam sendo feitos com o DDT próximo a onde ela vivia, em Maryland. A idéia foi rejeitada.

Treze anos mais tarde, em 1958, a idéia de Rachel de escrever sobre os perigos do DDT, teve um novo alento, quando ela soube da grande mortandade de pássaros em Cape Cod, causada pelas pulverizações de DDT. Porém seu uso tinha aumentado tanto desde 1945, que Rachel não conseguiu convencer nenhuma revista a publicar sua opinião sobre os efeitos adversos do DDT. Ainda que Rachel já fosse uma pesquisadora e escritora reconhecida, sua visão do assunto soava como uma heresia.
Então, ela decidiu abordar o assunto em um livro.
A Primavera Silenciosa levou quatro anos para ser terminado. Além da penetração do DDT na cadeia alimentar, e de seu acúmulo nos tecidos dos animais e do homem, Rachel mostrou que uma única aplicação de DDT em uma lavoura matava insetos durante semanas e meses e, não só atingia as pragas, mas um número incontável de outras espécies, permanecendo tóxico no ambiente mesmo com sua diluição pela chuva.
Rachel concluía que o DDT e outros pesticidas prejudicavam irremediavelmente os pássaros e outros animais, e deixavam contaminado todo o suprimento mundial de alimentos. O mais contundente capítulo do livro, intitulado "uma fábula para o amanhã", descrevia uma cidade americana anônima na qual toda vida — desde os peixes, os pássaros, até as crianças — tinham sido silenciadas pelos efeitos insidiosos do DDT.
O livro causou alarme entre os leitores americanos. Como era de se esperar, provocou a indignação da indústria de pesticidas. Reações extremadas chegaram a questionar a integridade, e até a sanidade, de Rachel Carson.

Porém, além de ela estar cuidadosamente munida de evidências a seu favor, cientistas eminentes vieram em sua defesa e quando o Presidente John Kennedy ordenou ao comitê científico de seu governo que investigasse as questões levantadas pelo livro, os relatórios apresentados foram favoráveis ao livro e à autora. Como resultado, o governo passou a supervisionar o uso do DDT e este terminou sendo banido.
A visão sobre o uso de pesticidas foi ampliada e a conscientização do público e dos usuários começou a acontecer. Logo, já não se perguntava mais "será que os pesticidas podem ser realmente perigosos?", mas sim "quais pesticidas são perigosos?"

Então, em vez dos defensores da natureza terem de provar que os produtos eram prejudiciais, foram os fabricantes que passaram a ter a obrigação de provar que seus produtos são seguros.



A maior contribuição de A Primavera Silenciosa foi a conscientização pública de que a natureza é vulnerável à intervenção humana. Poucas pessoas até então se preocupavam com problemas de conservação, a maior parte pouco se importava se algumas ou muitas espécies estavam sendo extintas. Mas o alerta de Rachel Carson era assustador demais para ser ignorado: a contaminação de alimentos, os riscos de câncer, de alteração genética, a morte de espécies inteiras... Pela primeira vez, a necessidade de regulamentar a produção industrial de modo a proteger o meio ambiente se tornou aceita.

(Extraído de http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/agrotoxicos/agrotoxicos-primavera-silenciosa.php Acesso em 14.01.2014)